O começo

Nos últimos anos tem se demonstrado muito difícil ser Cristã e mais ainda ser Espírita. Estamos constantemente sendo julgados e apontados, como se tivéssemos a obrigação constante de sermos perfeitos, acima de qualquer outra coisa. Bem, realmente deveríamos ser assim, mas infelizmente essa não é a realidade do ser humano, Cristão ou não. Estamos a caminho disso, trabalhando nesse “mundo escola” que é a Terra, rumo a regeneração. Mas enquanto isso não acontece vamos entre quedas e tropeços tentando acertar a trilha da luz. E foi assim que nos meus curtos, ou longos, depende do ponto de vista, 23 anos eu caí em milhares de tentações e desvie-me incontáveis vezes da rota há tanto traçada para mim pelo excelsior Criador!

Nessas páginas vez ou outra vocês me encontrarão narrando algumas das minhas desventuras e devaneios. Não me orgulho de em tantas ocasiões ter me colocado longe do alcance dos desígnios do Cristo, mas sou extremamente grata por todas as dificuldades que sempre me permitiram voltar, fazendo de mim uma típica Filha Pródiga.

[AINDA EM CONSTRUÇÃO]

Neuras&Neuras

Eu tenho umas neuroses, umas coisas que eu acho que ninguém entende 😦
Sei que isso não é verdade. Ninguém está sozinho em ideias nesse mundo, nem em ideais tão pouco em incompreensões.

As vezes o sentimento é esse e condicionamentos são difíceis de mudar, ainda mais no Ser humano. Imperfeito, suscetível a falhas de todas as espécies e de grande ignorância por acomodação, quando não por propósito.

E a gente cansa, mas não muda. Continua no erro e sofre. E chora, se entristece… e acha que não estar no mundo seria melhor, quando na verdade, no momento, este é o único lugar onde precisamos, de fato, estar.

E quando vem a morte?

Quando eu era criança um tio meu morreu. Minha mãe estava ao telefone com alguém que eu não me lembro e eu perguntei a ela:

– Mãe, pra onde a gente vai quando morre?

E minha mãe continuava ao telefone.

– Mããããe, o que acontece quando a gente morreeee?

E minha mãe impaciente:

– Ai, nada menina. Morreu, morreu, acabou. Eu estou no telefone!

Então eu fui para o banheiro e chorei. Eu devia ter uns 6 anos. Lembro que nessa época o chão da minha casa era de terra batida e pedrinhas pontiagudas, e a porta do banheiro era cinza. Eu entrei, fechei a porta e chorei com a mão na boca, para que minha mãe não ouvisse e brigasse comigo. Eu só conseguia pensar que um dia eu morreria e me perderia no “nada”, em uma escuridão sem fim. Mas e os meus pensamentos? E a minha voz? E as minhas memórias? Tudo deixaria de existir?

E foi aí que eu quis buscar uma religião. Porque eu simplesmente não conseguia acreditar no “nada”. Tinha que haver algo mais. E eu sabia disso.